Prefeitura alertará para risco de vida no BRT Transoeste

29 06 2012

POR ANGÉLICA FERNANDES

Rio –  Diante da imprudência de pedestres e ciclistas que insistem em transitar pelo corredor de ônibus BRT Transoeste, a Secretaria Municipal de Transportes vai lançar semana que vem campanha educativa com cartazes nos ônibus expressos e placas de trânsito. Já a população se queixa das longas distâncias para fazer a travessia das pistas.

Há casos em que, para ir do outro lado do rua, é preciso caminhar 1,2 km para usar a faixa de pedestres. Nesta quarta-feira, um dia após atropelamento na pista, agente da CET-Rio em moto bateu em ônibus do corredor expresso, em Guaratiba.

 

Testemunhas contaram que o funcionário saiu da estação Magarça, anterior à do Mato Alto, onde foi a colisão, para atender ocorrência de trânsito. Ele ia pela via livre para qualquer veículo, mas arriscou retorno proibido, cruzando a faixa do BRT.

“Ele estava falando no rádio e não percebeu o ônibus. O motorista buzinou, desviou e deu freada brusca”, conta Alcir Audrey, operário que estava no local. O agente sofreu ferimentos leves.

Na campanha de conscientização que começa segunda-feira serão distribuídos panfletos com orientações para travessia na faixa de pedestres. A CET-Rio instalará 70 placas com alertas sobre risco de vida para quem circula pelas canaletas, e os coletivos terão cartazes traseiros (busdoor) com avisos para que a seletiva não seja usada como ciclovia.

Nesta quarta-feira, uma família se arriscou no viaduto de ligação com o Túnel da Grota Funda. “Pela calçada, levaria 40 minutos. Minha sogra é idosa e não consegue andar muito. Gasto metade do tempo pelo viaduto”, admitiu a dona de casa Elaine Guedes, 25, com Angelina Maria, de 82, a prima e os dois filhos, de 4 e 1 ano.

 

Travessia de 1,2 quilômetro

Embora estações do BRT não fiquem a mais de 100 metros da faixa de pedestres, quem não usa o coletivo precisa caminhar bastante para atravessar a rua.

A distância de um sinal de trânsito a outro entre as estações Santa Mônica Jardins e Riomar, na Barra, chega a 1 km. No Recreio, nas imediações da estação Gláucio Gil, são 300 m, e no percurso há duas escolas e muito comércio.

“Trabalho no meio do caminho. Para ir ao banco, do outro lado da rua, atravessando no sinal, ando 600 m. Chega a 1,2 km de ida e volta. Se estou com pressa, atravesso no meio da rua”, admite o corretor Valter Pereira, 56 anos. Moradores reivindicam passarela.

 

Fonte: O Dia

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Estação Recanto das Garças: ‘bandalha’ de ciclista e pedestre continuou nesta quarta-feira | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
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