Viação Estrela de Mauá: Diretor tem os bens bloqueados pelo Banco Central

23 10 2012

Diretor da Viação Estrela de Mauá tem bens bloqueados pelo Banco Central
David Barioni Neto que está no controle da companhia que tenta assumir o lote 02 dos transportes de Mauá fez parte de conselho de administração de instituição financeira que sofreu intervenção do Banco Central. José Augusto Ferreira dos Santos, dono da instituição teve nome de empresa envolvida na máfia do lixo no Caso Celso Daniel, em Santo André

ADAMO BAZANI – CBN
Após perder vários recursos na Justiça para tentar assumir as 18 linhas do lote 02 de Mauá, na Grande São Paulo, no lugar da Leblon Transporte, a Viação Estrela de Mauá sofre mais um abalo.
Depois de decisões de diferentes turmas dos tribunais de Mauá e de São Paulo, tornando judicialmente inviável a possível entrada da empresa até o momento, agora a inviabilidade entra na esfera econômica.
Nesta sexta-feira, dia 19 de outubro de 2012, o Banco Central decretou intervenção no BVA, banco de financiamentos que teve como integrante do conselho de administração David Barioni Neto.
David Barioni e outros membros e ex-membros do conselho do BVA vão ficar com os bens indisponíveis temporariamente por conta desta intervenção do Banco Central.
Os financiamentos de ônibus para a Viação Estrela de Mauá, que já estavam sendo difíceis pelo fato de a empresa não ter um contrato legal para operar na cidade, agora devem ter mais impedimentos por conta de David Barioni ter os bens bloqueados.
Alguns veículos que já foram encomendados pela Estrela de Mauá e já chegaram a receber a pintura padrão da cidade, já estão circulando em testes em outras companhias na região Sul do País.
David Barioni Neto, ex vice-presidente da Gol Linhas Aéreas e ex presidente da TAM, aparece como sócio da Viação Estrela de Mauá desde julho deste ano, segundo a Junta Comercial do Estado de São Paulo.
Neste mesmo mês, o secretário de mobilidade urbana de Mauá, Renato Moreira dos Santos, e o Prefeito, Oswaldo Dias, do PT, assinaram um contrato com a Viação Estrela de Mauá para que ela assumisse no lugar da Leblon Transporte, empresa do Paraná, que teve a vitória na licitação reconhecida em 2010 pela própria prefeitura de Mauá e pela Justiça.
No entanto, o contrato assinado agora em 2012 com a Estrela de Mauá, não tinha validade jurídica, e a Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça – STJ, em Brasília, determinaram que ele fosse cancelado e que a Leblon permanecesse operando até o final do julgamento, que não tem data para ser concluído.
A disputa judicial entre a Leblon e as empresas que perderam a licitação de Mauá vem desde 2008. A Viação Estrela de Mauá foi fundada pelo empresário Baltazar José de Sousa, que opera o lote 01 com a Viação Cidade de Mauá. Antes da licitação, ele atuou exclusivamente nos transportes em Mauá por 30 anos.
A ligação entre David Barioni Neto e o empresário Baltazar José de Sousa ficou evidente depois do fato de Barioni ter assumido a direção da Estrela de Mauá para não configurar uma possível volta do monopólio dos transportes na cidade do ABC Paulista, caso a empresa fosse habilitada.
Não bastasse ter os bens tornados indisponíveis na Justiça, os administradores e ex administradores do BVA, banco suspeito de cometer irregularidades, também têm os nomes envolvidos em escândalos.
O fundador do BVA e sócio majoritário, José Augusto Ferreira dos Santos, foi sócio de uma das empresas suspeitas de integrar a “máfia do lixo” em Santo André, no ABC Paulista.
Supostos esquemas de corrupção envolvendo os serviços na área de lixo da cidade e empresas de ônibus teriam, segundo o Ministério Público, motivado o assassinato do prefeito Celso Daniel, em janeiro de 2002.

Seguem notas de reportagens da Agência Estado

BANCO CENTRAL INDISPONIBILIZA BENS DE ADMINISTRADORES DO BVA

O Banco Central divulgou a lista de controladores e ex-administradores
do banco BVA que ficarão com seus bens temporariamente indisponíveis por conta da
intervenção decretada hoje na instituição financeira. Os controladores diretos são as
empresas Vila Velha Empreendimentos, V55 Empreendimentos e Vilaflor Participações. O
controlador indireto, José Augusto Ferreira dos Santos.

Os ex-administradores membros do conselho de administração são: Ana Paula Peixoto da
Silva, Benedito Ivo Lodo Filho, David Barioni Neto, Fabio Augusto Guimarães Ferreira dos
Santos, José Augusto Ferreira dos Santos, José Roldão de Almeida Souza, Luiz Rodolfo
Palmeira Vasconcellos e Wagner Braz. Há ainda outros nove ex-administradores membros da
diretoria listados pelo BC.

Para interventor na instituição, o Banco Central nomeou Eduardo Félix Bianchini.

DONO DO BVA TEVE EMPRESA ENVOLVIDA NA MÁFIA DO LIXO EM SANTO ANDRÉ
RIO – O fundador do Banco BVA, José Augusto Ferreira dos Santos, era sócio de uma das empresas que participaram da chamada “máfia do lixo” na prefeitura petista de Santo André, esquema que veio à tona com o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel, em 2002. A instituição financeira sofreu nesta sexta-feira uma intervenção do Banco Central (BC).
Santos também envolveu-se em escândalo relacionado a compensações fraudulentas de dívidas com a Receita Federal e teve operações recusadas pelo Fisco quando tentava quitar impostos com créditos podres. Em 2010, uma advogada de Santos informou ao Estado que o banqueiro foi vítima no caso escândalo tributário e que teria acertado tudo com a Receita.
Atualmente, o banqueiro divide o controle do BVA com o presidente da instituição, Benedito Ivo Lodo Filho, ex-executivo do banco J. Safra, contratado no fim de 2006. Lodo e Santos possuem, juntos, 68% das ações ordinárias. O primeiro é quem toca o dia a dia, enquanto o segundo tem a maior quantidade de ações.
Fundado no Rio, o BVA está radicado em São Paulo, com atuação sobretudo no segmento de crédito a pequenas e médias empresas. Embora a sede da instituição continue no Rio, o banco tem escritório e agências em Campinas, Santo André, Ribeirão Preto e na capital paulista. No site do BVA na internet consta também um escritório em Belo Horizonte. No Rio, a sede fica no Shopping Leblon, centro de compras de luxo no bairro localizado na Zona Sul da cidade.
Agressividade era marca do BVA
Lodo esteve à frente do forte crescimento do BVA nos últimos anos. Segundo relatório de risco da agência Austin Rating, datado de junho passado, houve aumento de 761,8% no patrimônio líquido do banco, de 2009 a 2011. Entre 2007 e 2010, o banco chamou a atenção por ter elevado os ativos em mais de dez vezes no período.
A agressividade do BVA virou assunto entre concorrentes e analistas de mercado, que passaram a atribuir o sucesso a um suposto bom trânsito político e acesso a fundos de pensão de empresas estatais. Lodo negou o uso de tais artifícios.
O BVA já estava na mira do BC. Neste ano, não apresentou nenhum balanço auditado, enquanto tentava conseguir a aprovação da autoridade monetária para fazer mudanças em sua composição acionária. A reorganização societária previa a saída de Santos.
Os 32% restantes da composição societária do BVA pertencem a um fundo de private equity e a uma empresa controlada pelo grupo Caoa, de revendedoras de automóveis e sócia da Hyundai do Brasil, de Carlos Alberto de Oliveira Andrade. As mudanças na composição acionária do banco ainda dependiam de autorização por parte do BC.
A reorganização societária, de acordo com o relatório da Austin Rating de junho, incluiria também a entrada de Cleber da Silva Faria, da família fundadora da Cervejaria Petrópolis – fabricante da cerveja Itaipava. Faria também é piloto de automobilismo, na fórmula Gran Turismo. Ele compete justamente pela equipe BVA Racing Team, patrocinada pelo banco, que estreou no Campeonato Brasileiro de Gran Turismo neste ano. Faria e seu companheiro de equipe, Duda Rosa, lideram o campeonato, a quatro etapas do fim.
Texto Inicial: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Textos Complementares: Reportagem Grupo Estado

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Foto: André Rodrigues (TCRJ)





Marcopolo inaugura Centro de Treinamento considerado um dos mais modernos do segmento

23 10 2012

Marcopolo inaugura um dos centros de qualificação de mão de obra mais modernos do setor de ônibus
CTM – Centro de Treinamento Marcopolo possui 3,3 mil metros quadrados de área construída e conta com novos equipamentos para formação e especialização de trabalhadores

Com informações de Adamo Bazani, do Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI – CBN
Sabe aquela época em que os chassis de caminhão recebiam carrocerias de ônibus básicas, que pareciam caixotes enormes de lata? Que os ônibus não tinham ar condicionado, equipamentos eletrônicos e que os bancos eram de fibra ou com estofados que não deixavam a viagem mais confortável?
Pois é, esta época passou. Apesar de o ônibus ainda precisar avançar muito em vários aspectos, não dá nem para comparar. Hoje os veículos possuem itens que revelam as exigências da sociedade e do poder público quanto à segurança, conforto, meio ambiente e design.
Até mesmo os ônibus mais simples urbanos são dotados de materiais e soluções que antes sequer faziam parte dos planos do transporte público.
Mas a essência de um bom veículo, para atender a todas estas novas exigências, não está apenas na tecnologia ou nas legislações e sim na mão de obra.
Apesar de a fabricação de ônibus ainda ter muitas características artesanais, dado o nível de personalização dos modelos que se alteram a cada legislação municipal, hoje o trabalhador em indústria de ônibus precisa ter uma qualificação maior.
Foi com esta consciência que a Marcopolo inaugurou nesta segunda-feira, dia 22 de outubro de 2012, o CTM – Centro de Treinamento Marcopolo.
O CTM possui uma área de 3,3 mil metros quadrados de construção e vai ser destinado a atender melhor os alunos da Escola de Formação Profissional Marcopolo, composta por jovens que necessitam de uma oportunidade no aprendizado técnico, e para melhor qualificar os funcionários que já atuam na empresa.
Com maior espaço, é possível agora atender um número maior de pessoas, ter mais equipamentos e salas para aprendizado, além de contar com materiais inéditos até então.
Para se ter uma ideia, o número de bancadas de mecânica subiu de 20 para 40. São agora 40 pontos de solda em vez de oito e o número de simuladores eletroeletrônicos subiu de seis para 45.
Com o maior espaço, também será possível reproduzir com maior fidelidade o ambiente da fábrica, o que segundo a Marcopolo, vai aumentar a qualidade e a produtividade da mão de obra que vai sair com noção mais próxima da realidade das linhas de produção.
Os alunos e profissionais que passarem pelo Centro de Treinamento, por exemplo, vão aprender a operar um robô soldador idêntico aos usados na fábrica e pelo maior espaço vão também trabalhar já sobre chassis das principais montadoras de ônibus do País.
Para melhor ensino de cada área ou etapa de produção, haverá células específicas como para elétrica, mecânica, ar condicionado, soldagem, operação de máquinas, plásticos e pintura.
O espaço também conta com área administrativa, oito salas de aula para formação técnica, incluindo inglês e espanhol, e um auditório com capacidade para 200 pessoas.
Em relação ao meio ambiente, além de a construção usar materiais menos agressivos, parte do espaço tem telhas translúcidas que aproveitam melhor a luz natural o que pode ajudar a diminuir o consumo de energia elétrica.
A Marcopolo investiu cerca de R$ 2 milhões para o novo centro de treinamento.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Foto: Júlio Soares





CONHEÇA O AUDACE: O NOVO ÔNIBUS DA MARCOPOLO.

23 10 2012

Fretamento com categoria
Marcopolo lança um novo produto em sua família. O Audace vai atender a uma faixa de fretamento que exige veículos com padrões mais elevados e linhas regulares de curtas ou médiass distância

Com informações de Adamo Bazani, do blog Ponto de Ônibus.

O setor de fretamento não só tem perspectivas de crescer, principalmente com o aumento da renda e os eventos mundiais como Copa do Mudo e Olimpíadas no Brasil, mas vai se tornar cada vez mais exigente.
O mercado já quer ônibus que não sejam tão caros, mas que ofereçam conforto, design e sofisticação, mesmo nos menores deslocamentos.
E para atender a estas necessidades que inicialmente parecem ser opostas, sofisticação e bom preço, é que a Marcopolo apresentou o Audace para a imprensa especializada em sua planta Ana Rech, em Caxias do Sul. A reportagem do Blog Ponto de Ônibus / Canal do Ônibus esteve lá para conferir.
O ônibus fica entre o Ideale, modelo mais simples da marca para fretamento e linhas curtas, e a linha do Viaggio, veículo de categoria mais elevada, da família de ônibus rodoviários da Geração Sete – G 7.
Assim como todo o mercado, a Marcopolo aposta que o setor de fretamento, que registrou queda neste ano como reflexo do nível de atividade econômica reduzido, tem muito a expandir.
E isso antes mesmo dos eventos de grande magnitude, como explica o diretor comercial do mercado Brasil da Marcopolo, Paulo Corso.
“O fretamento é o segmento de ônibus que reflete mais instantaneamente o momento econômico. Quando a indústria e os serviço são afetados e começa a reduzir o nível de atividade e de emprego, o primeiro a sentir é o fretamento. As obras que vão se intensificar para preparar o Brasil para a Copa e para as Olimpíadas e também modernizar as cidades vão aumentar a necessidade de transportes de trabalhadores”. – disse Paulo Corso.
Ele ainda explica que o segmento de fretamento tem várias exigências, que agora com o novo modelo serão correspondidas pela empresa de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.
“Existe o serviço de fretamento contínuo para o qual o empresário vai cobrar um valor menor e oferece um serviço com ônibus bons porém mais simples. São deslocamentos pequenos para levar o trabalhador de casa para a empresa. Já no fretamento eventual, que conta com receptivos, passeios turísticos, deslocamentos de comitivas e executivos, excursões, etc, para ganhar mercado, o empresário deve oferecer um ônibus que tenha um visual mais refinado e características de conforto. O cliente paga a mais por este serviço e hoje os passageiros são mais exigentes. Se o empresário não corresponder a estas exigências, ele não continua competitivo.” – explicou Paulo Corso.

 

E é justamente por conta destas faixas de mercado no fretamento que a Marcopolo vai manter a linha de seu modelo básico, Ideale 770.
“De forma alguma o Ideale vai sair de linha agora. O modelo já se tornou um campeão de vendas aqui no Brasil. Nós estamos colocando um produto a mais em nosso portifólio que é o Audace. Como é que estamos hoje neste segmento? Nós temos o Ideale, agora o Audace e já o Viaggio 900 em linha, além de outros produtos mais sofisticados que também podem ser usados em fretamento. A gente vai procurar manter a liderança neste segmento e inclusive agregar mais venda” – disse Paulo Coro.
Em 2012, por conta da queda no nível de atividade econômica global e das renovações de frota antecipadas no ano passado devido às mudanças de padrões de emissão de poluentes que deixaram os ônibus mais tecnológicos e mais caros, as vendas de ônibus de fretamento em todo o mercado não podem ser tomadas como parâmetro.
Mas em média, entre todas as marcas, o fretamento demanda de 2,8 mil a 3 mil ônibus novos por ano para o mercado interno.
Hoje a Marcopolo vende para o segmento cerca de 1,5 mil unidades por ano, o que já revela um crescimento, já que entre 2009 e 2010, esta faixa de mercado representava cerca de 600 ônibus anualmente pela empresa.
A estimativa da empresa é vender em 2012 de 200 a 300 unidades do Audace e em 2013, a empresa quer comercializar de 800 a mil unidades só deste modelo.
Com isso, vai ampliar sua faixa de liderança.
O Audace, prevê a Marcopolo, vai reinserir os produtos da companhia também no mercado de exportações.
O Ideale não tinha forte presença nas vendas internacionais. Para os embarques internacionais, a Marcopolo apostava no modelo Andare, considerado de projeto ultrapassado até mesmo pela empresa. Ele se assemelha à já aposentada linha de rodoviários da Geração Seis.
Atualmente, envolvendo todas as fabricantes de carrocerias brasileiras, são exportadas em média 1,5 mil unidades de fretamento. A Marcopolo responde por aproximadamente 400 unidades.
A empresa quer atingir diversos países com o Audace, mas os mercados mais cobiçados são Uruguai, Chile e México pelo potencial de compra.
O Audace foi desenvolvido para as condições operacionais brasileiras, mas o modelo, com suas versões, é global.
“O Audace é um produto global, ele vai ter aplicações em outros mercados. Para o Brasil, o desenvolvimento foi de um produto especificamente desenhado para nosso mercado. O Audace já vinha sendo elaborado há dois anos focado na realidade brasileira” – disse o gerente coorporativo de design da Marcopolo, Petras Amaral.
Se na categoria, o Audace fica entre os modelos Ideale 770 e Viaggio 900, com os preços não é diferente.
Só a carroceria do Ideale, sem o chassi, custa R$ 140 mil. A do Viaggio 900, o ônibus mais simples da linha G 7, sai por R$ 190 mil. Já a carroceria Audace deve ser oferecida com valor entre R$ 170 e R$ 180 mil.

CONFIGURAÇÕES:

Inicialmente, o Audace será encarroçado sobre chassis de motor dianteiro da MAN Latin America/Volkskswagen Caminhões e Ônibus e da Mercedes Benz do Brasil. A quantidade de assentos varia de acordo com o tamanho da carroceria e também da presença de sanitários.
Confira:

– MERCEDES – OF 1721 – Euro V (com a porta de separação entre motorista e passageiros, abrindo para a cabine do condutor):
• 12,7 m: 46 lugares com sanitário e 49 sem sanitário
• 12,1 m: 42 lugares com sanitário e 45 sem sanitário
• 11,5 m: 45 lugares sem sanitário
- VOLKSWAGEN OF 17.230 – Euro V (com a porta de separação entre motorista e passageiros abrindo para a cabine do condutor):
• 12,63 m: 45 lugares com sanitário e 48 sem sanitário
• 12,1 m: 51 lugares sem sanitário
• 11,3 m: 41 lugares sem sanitário.

No caso de a configuração da porta de divisão entre o salão dos passageiros e a cabine do motorista for de abertura convencional, no sentido das primeiras poltronas, cada modelo perde um assento.
A Marcopolo já estuda ampliar a gama de versões para outros chassis, inclusive de motores traseiros com cerca de 300 cavalos de potência.

CARACTERÍSTICAS DO ÔNIBUS AUDACE:
Quem vê o Audace pode dizer que ele é um integrante da linha de ônibus Geração Sete da Marcopolo. Em parte é verdade e em parte, não. Isso porque, a Marcopolo admite que o veículo possui as características das linhas atuais de ônibus da empresa, mas diz que o Audace é um produto exclusivo e não apenas uma versão do que já é fabricado.
Um dos objetivos estéticos do Audace é criar um conceito renovado, mas que tenha a identidade da Marcopolo, como explica o gerente coorporativo de design da empresa, Petras Amaral.
“O ônibus tem elementos reconhecíveis da Marcopolo. Elementos característicos. No Audace não foi diferente. Mas sofisticamos mais nos conjuntos óticos que têm o DNA da família G 7, mas são produtos exclusivos” – comentou o executivo da área de design.
Entre os diferenciais apresentados pela Marcopolo estão poltronas mais largas e ergonômicas, novo sistema de porta, que se desloca para dentro do veículo, faróis integrais, nova porta que separa o salão dos passageiros e a cabine do motorista, maior uso de peças de lâmpadas de led em sinais e lanternas e mais espaço para o motorista. Confira:
- PORTA IN-SWING:

 

Diferentemente das portas pantográficas ou das que se abrem por braços pneumáticos, a porta do sistema In Swing desloca para a parte interna do veículo. Na folha única há um corrimão. Segundo a Marcopolo, além de deixar as operações de embarque e desembarque mais rápidas e seguras, o sistema de porta in swing economiza espaço no ônibus e ajuda até mesmo na manobrabilidade do veículo.
- PORTA PARA A CABINE DO MOTORISTA:
Este item é opcional no Marcopolo Audace. O deslocamento da porta que divide a cabine do motorista do salão de passageiros pode ser na direção do posto do condutor ou de maneira convencional para a área onde ficam as primeiras poltronas. Se o deslocamento for para o lado do motorista, o salão de passageiros pode contar com mais um assento em determinadas versões.
- CONJUNTO ÓPTICO DIANTEIRO:
Segundo a Marcopolo é uma das principais novidades do Audace. Os faróis lembram os da linha de rodoviários da Geração Sete, mas apresentam diferenças estéticas. Além disso, estes faróis são integrais. Os indicadores de direção e a luz de posição são de Led, o que aumenta a durabilidade do conjunto e melhora a visibilidade. Como opcional, o veículo pode ter luz de neblina.
- CONJUNTO ÓPTICO TRASEIRO:
A Marcopolo também apostou no sistema de Led para o conjunto óptico traseiro. As lanternas, piscas e luzes de posição e de freio são deste sistema. O ônibus também conta com retro-refletor, o que auxilia na visualização do veículo por parte de outros motoristas, mesmo quando o ônibus estiver desligado.
- POLTRONAS MAIS LARGAS:

 

A encarroçadora de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, afirma que as poltronas do Audace são as mais largas, logo as mais confortáveis, da categoria de ônibus de fretamento. A largura é de 1030 milímetros. Há duas opções de assentos, de 420 mm e 435 mm.
O revestimento foi modernizado em relação aos outros ônibus da marca, em especial na comparação com o Ideale.
- SALÃO DE PASSAGEIROS:
Apesar de o ônibus ser planejado para trafegar em pequenas e médias distâncias, o interior é requintado para o padrão de deslocamento, o que era comum até então para ônibus de viagens maiores. Isso mostra a tendência do mercado de fretamento, principalmente o eventual, que engloba o turismo e o transporte de executivos, de exigir veículos de maior categoria. O porta-pacote é amplo, as saídas de ar-condicionado são individuais na direção de cada assento e as luzes de leitura são de led.
– GRADE DIANTEIRA:
A grade dianteira do ônibus é em forma de colméia e pode ser cromada. A forma além de garantir uma estética mais moderna, facilita a circulação de ar na região do motor e do sistema elétrico, auxiliando no resfriamento necessário.
- CABINE DO MOTORISTA:
Se o passageiro, que vai descansando dentro de um ônibus de fretamento merece conforto, imagine o motorista que precisa estar atento a tudo que se passa dentro e fora do veículo. Assim para aumentar o rendimento e as melhores condições de trabalho, a Marcopolo disse ter feito um posto de condutor mais moderno e espaçoso.
O posto de trabalho é mais largo e o deslocamento da poltrona do motorista é maior, segundo a Marcopolo.
- PAINEL:
A encarroçadora garante que o painel do Audace traz elementos mais modernos que facilitam o trabalho do condutor. Há o sistema multiplex, que informa em tempo real no painel os principais dados operacionais relacionados à carroceria e sistemas de tração e elétrico. Eventuais problemas são apontados na hora para a correção imediata.
- PAREDE DE SEPARAÇÃO:
A divisória do salão de passageiros e das áreas de embarque/desembarque e do motorista ganhou mais área envidraçada. Com isso, segundo a Marcopolo, a visibilidade do passageiro aumenta. E normalmente, quem vai usar ônibus para turismo quer ver a paisagem durante o deslocamento.
- ESTRUTURA:
A estrutura da carroceria é tubular com padrão europeu R 66.
O vigia traseiro e os vidros laterais são colados. Na lateral, estes vidros podem ou não ter janelas.
A lataria recebe um tratamento contra corrosão.

 

ALÉM DO FRETAMENTO:
Apesar de o principal mercado do Audace ser o de fretamento, que deve se expandir nos próximos meses, a carroceria pode ser usada para uma gama maior de serviços.
É uma opção para linhas rodoviárias regulares de pequenas e médias distâncias desde que os órgãos gerenciadores permitam o uso de ônibus com motorização dianteira. Futuramente, o Audace poderá encarroçar ônibus com motor traseiro.
Também pode ser usado para ônibus de linhas seletivas, que são linhas semelhantes às urbanas e metropolitanas, mas que possuem um padrão maior de serviço, com veículos do estilo rodoviário, com ou sem catracas dentro.
Mas em alguns locais, na opinião do diretor comercial mercado Brasil da Marcopolo, Paulo Corso, os serviços de linhas seletivas precisam ter mais definição quanto à exigência do tipo de frota.
“Na EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), em São Paulo, há uma desorganização. Lá o seletivo pode ser um G 7, um micro, um Ideale, um Senior Midi ou até um urbano adaptado” – disse Paulo Corso.
Se o Audace foi um projeto audacioso, o mercado é quem vai julgar. O certo é que, apesar do nome, ele foi bem pensado e planejado, não só quanto ao veículo, mas também à sua época de lançamento: quando a indústria de ônibus deve retomar ritmo e quando o segmento de fretamento terá a demanda ampliada. E retomar o ritmo com um produto novo é sem dúvida nenhuma uma bola estratégia.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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Foto: André Rodrigues (TCRJ)





Iveco CityClass atenderá novas aplicações além do escolar

23 10 2012

Com informações de Adamo Bazani, do blog Ponto de Ônibus.

Com preço estimado entre R$ 140 e R$ 200 mil, a Iveco apresentou o novo CityClass, microônibus produzido em parceria com a Neobus. A novidade é que agora o modelo passará a contar também com versões para fretamento e executivo/turismo.

Se até então o modelo era restrito ao transporte escolar, a partir de agora a montadora pretende expandir sua participação no mercado de microônibus e chegar a uma fatia de mercado de 25% até 2015.

Para o transporte escolar, uma nova versão também foi lançada, a qual será capaz de transportar até 36 passageiros, contra os 29 da versão atual. De acordo com Paolo Del Noce, diretor da unidade de ônibus da Iveco, uma das grandes vantagens do veículo é a relação custo benefício nos quesitos de peso e capacidade de passageiros transportados. Mesmo sendo um veículo de 7,2 toneladas, é capaz de competir no mercado de 8 toneladas. Com eixo Dana 286, o modelo ganhou 400 kg em seu peso bruto total.

A versão de fretamento poderá transportar até 25 passageiros e a versão para turismo até 19. Todos os modelos vêm de série com imobilizador, computador de bordo, tacógrafo e piloto automático. A suspensão pneumática é opcional.

O motor dos microônibus Iveco é o FPT F1C Dual Stage Euro V Common Rail de 3.0 litros, que rende 170 cavalos de potência, 450 Nm de torque, e conta com a tecnologia EGR de recirculação de gases, o que dispensa o uso do ARLA 32.

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Foto: André Rodrigues (TCRJ)





Iveco lança ônibus no segmento de 17 toneladas e anuncia expansão no Brasil

23 10 2012

Com informações de Adamo Bazani, do Blog Ponto de Ônibus.

Iveco é a segunda maior fabricante de ônibus na Europa e passará a comercializar no Brasil ônibus de maior capacidade.

Os ônibus do segmento de 17 toneladas representam hoje 40% das vendas de ônibus no Brasil. É um amplo mercado que está concentrado nas mãos de apenas duas montadoras: a Mercedes-Benz com o modelo OF 1721 Euro V e a Volkswagen com o 17.230 OD Euro V.

Para 2013, duas montadoras já anunciaram a entrada neste mercado. A Agrale e agora a Iveco, que apresenta o um novo protótipo, o S170.

De acordo com Paolo Del Noce, diretor da divisão de ônibus da Iveco, o novo modelo já foi desenvolvido de acordo com o padrão de redução de poluentes Euro 6, porém atenderá à atual norma Euro V no Brasil. Entre as novidades presentes no novo modelo estão a suspensão pneumática,  uma caixa de câmbio com engates mais macios e precisos, além de freios com sistema Heavy Duty, que contam com tambor com maior área de atrito, aumentando a segurança nas frenagens.

O novo chassi virá equipado com motor próprio de 6,7 litros, 280cv e 950Nm.

Assim como seus principais concorrentes, o modelo servirá tanto a ônibus urbanos, intermunicipais e rodoviários, podendo receber carrocerias de até 13,2 metros e com entre-eixos de até 5,95 metros.

De acordo com a Iveco, o modelo brasileiro traz consigo todos o conhecimento incorporado pela montadora na fabricação de seus ônibus na Europa, porém adaptado à realidade brasileira. Desde 2006 os ônibus modelo Iveco C170 E22 já percorreram mais de 10 milhões de quilômetros pela América Latina.

Adiante do C170, ainda com tecnologia Euro 3, o modelo brasileiro incorporará a tecnologia Euro V e foi projeto no Centro de Desenvolvimento de Produtos da montadora. A produção para o Brasil será realizada na unidade industrial de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Os modelos que atenderão os demais países da América Latina deverão ser produzidos na unidade de Córdoba, na Argentina.

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Foto: André Rodrigues (TCRJ)








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